Academia de Música de Marvão-MIAMAS

Academia de Música de Marvão-MIAMAS

A Academia Internacional de Marvão para a Música, Artes e Ciências é uma associação cultural sem fins lucrativos que promove eventos culturais e outras intervenções de carácter artístico/científico que, a par da fruição da experiência em si mesma pelo público em geral, fomentem momentos de originalidade e criação, e levem a uma maior sensibilização de todos para esse sentido interdisciplinar. Assim, o foco será colocado em iniciativas, onde a confluência de vários saberes se verifique. Isto sem prejuízo da realização de acções - em particular, na área da Música - de carácter predominantemente monodisciplinar, nas quais, todavia, pela partilha em simultâneo de um mesmo espaço, se procurará facultar a desejável interacção entre artistas e cientistas de Campos do conhecimento distintos. Em apenas alguns anos, Marvão tornou-se num Centro Internacional para a Música através do Festival Internacional de Música de Marvão (FIMM) criado em 2014. Esta realidade, a vontade de manter uma actividade cultural ao longo de todo o ano e a ideia de abranger num modo integrador um vasto espectro do conhecimento levaram a uma candidatura bem sucedida à edição de 2018 do Orçamento Participativo de Portugal (OPP). Por sua vez, este facto facilitou a assinatura de um protocolo entre a Academia e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para a utilização de um edifício nos Olhos d’Água que representa uma instalação e localização perfeitas para os fins propostos. Estes elementos - prestígio do FIMM, reconhecimento pelo OPP e edifício-sede num local emblemático - constituem três pontos fortes do projecto da Academia aos quais importa juntar outros que, a seguir se enumeram. A Comissão de Co-gestão do Parque Natural da Serra de São Mamede e os seus (quatro) Municípios aliados são interlocutores privilegiados na definição de estratégias conjuntas, trazendo consigo um aumento da escala regional, propiciando dinâmicas mais ambiciosas, que por si só Marvão teria dificuldades em garantir. Nesse alargar de escala e de multiplicação da rede colaborativa não se deve esquecer a componente transfronteiriça através de Valência de Alcântara, parceira empenhada do FIMM e de outras acções culturais. Um objectivo central é o de contribuir para o desenvolvimento da região - território de baixa densidade e de demografia muito desfavorável cujas debilidades são por demais conhecidas. A visão com que trabalhamos é a de dotar o país com um projecto que, nesta amplitude, com a qualidade que se pretende e na região interior, Portugal não tem ainda; e que contribua, de um modo significativo, para a atratividade do País nas áreas da Cultura e da Educação.